Assédio eleitoral no trabalho registra 223 denúncias no Ministério Público do Trabalho

O Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou um aumento significativo nas denúncias de assédio eleitoral em 2026, totalizando 223 queixas até o momento. Somente no mês de agosto, com o início oficial das campanhas, o órgão recebeu 95 notificações de profissionais que se sentiram constrangidos por seus empregadores. O volume acumulado entre janeiro e julho já supera em 25,5% o total do mesmo período em 2024, evidenciando a necessidade de fiscalização rigorosa.
Especialistas alertam que o assédio eleitoral se caracteriza pelo uso do poder hierárquico ou da estrutura da empresa para pressionar, ameaçar ou influenciar o voto do trabalhador. Essa prática viola direitos constitucionais fundamentais e pode resultar em multas pesadas e ações civis públicas para as empresas envolvidas. O MPT destaca que, embora os números reflitam investigações em curso, o crescimento das queixas é alarmante se comparado a anos anteriores.
Trabalhadores do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba que enfrentarem situações de coação podem formalizar denúncias de forma anônima e gratuita. O procedimento pode ser realizado pelo site oficial do MPT, pelo aplicativo MPT Pardal ou presencialmente nas procuradorias regionais. O sigilo é garantido para proteger o empregado de possíveis retaliações no ambiente corporativo. Com informações de Regionalzão.



