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Impacto da licença-maternidade do STF destaca panorama da adoção em Uberlândia

·há 41 min·Uberlândia, MG
Impacto da licença-maternidade do STF destaca panorama da adoção em Uberlândia
Impacto da licença-maternidade do STF destaca panorama da adoção em Uberlândia

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que equipara os direitos de mães biológicas e adotivas à licença-maternidade de 120 dias, trouxe novos reflexos para a realidade da adoção em Uberlândia. A medida visa garantir tempo essencial para o fortalecimento de vínculos afetivos e a adaptação familiar, independentemente da origem do filho. Na maior cidade do Triângulo Mineiro, os números da Vara da Infância e Juventude revelam um cenário de contrastes, com 173 famílias habilitadas aguardando na fila.

Apesar do alto número de pretendentes, a conta não fecha facilmente devido ao perfil das crianças disponíveis. Atualmente, Uberlândia possui 13 menores aptos para adoção, sendo que 11 deles são adolescentes, faixa etária que enfrenta maior resistência por parte dos adotantes. Em 2024, a cidade registrou 38 processos concluídos, número que flutuou nos anos seguintes, evidenciando o desafio constante de encontrar lares para jovens em idade avançada.

Instituições locais, como a ONG Pontes de Amor, desempenham papel crucial na preparação psicológica e jurídica dessas famílias. A organização ressalta que o novo entendimento do STF é fundamental para desmistificar a parentalidade adotiva e oferecer suporte prático durante a convivência inicial. O trabalho foca em orientar os interessados sobre as expectativas reais e as belezas de acolher crianças de diferentes faixas etárias e histórias de vida.

Com a mudança na legislação trabalhista, espera-se que o processo de transição para o novo lar seja mais suave e seguro tanto para os pais quanto para os filhos. Especialistas apontam que a estabilidade proporcionada pelo período de afastamento remunerado é um direito humano básico que deve contemplar todas as formas de constituição familiar. O debate em Uberlândia segue aquecido para incentivar a adoção tardia e reduzir o tempo de espera nos abrigos regionais. Com informações de Regionalzão.