Turismo de aventura: especialistas alertam para riscos e falta de fiscalização no setor
A recente tragédia envolvendo a morte de uma jovem em uma prática de salto resende o debate sobre a segurança e a fiscalização do turismo de aventura no Brasil. O setor possui normas técnicas rígidas, como a NBR ISO 21101 da ABNT, que exige sistemas de gestão de segurança fundamentados em checklists de equipamentos, treinamento rigoroso de equipes e planos de emergência estruturados.
Especialistas alertam que a principal barreira para a segurança é a informalidade. Muitas empresas operam sem cadastro no Ministério do Turismo (Cadastur) e ignoram protocolos básicos de manutenção. Para os viajantes, o sinal de alerta deve ser ligado quando a operadora não possui CNPJ, não emite nota fiscal ou desconhece as certificações internacionais de segurança do setor.
No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, regiões ricas em atrativos de ecoturismo como cachoeiras e trilhas, o papel dos municípios torna-se essencial. A fiscalização local pode condicionar a emissão de alvarás de funcionamento à regularidade junto aos órgãos federais, combatendo prestadores clandestinos que atraem clientes exclusivamente pelo preço baixo em detrimento da segurança.
Com informações de Agência Brasil MG.



