Setembro Verde: Família de Araxá compartilha história de superação e doação de órgãos

A história de Lílian Raquel Duarte da Silva, que faleceu aos 49 anos em Araxá, tornou-se um símbolo de solidariedade no Alto Paranaíba durante a campanha Setembro Verde. Após sofrer um AVC hemorrágico em janeiro de 2024, a empresária teve a morte encefálica confirmada, levando seu esposo, Adriano Duarte da Silva, a tomar a decisão de autorizar a doação de seus rins e córneas, mesmo sem nunca terem discutido o tema previamente.
O gesto de Adriano reflete o espírito de ajuda ao próximo que Lílian exercia em vida, especialmente em suas atividades na igreja local. A decisão familiar ocorreu em um momento de profunda dor, ressaltando a importância de transformar o luto em esperança para pacientes que aguardam na fila de transplantes. Segundo Adriano, a personalidade altruísta da esposa foi o guia para a autorização do procedimento.
O caso ganha relevância regional ao ilustrar os desafios da conscientização no Brasil, onde cerca de 45% das famílias ainda recusam a doação de órgãos. A campanha Setembro Verde busca justamente reverter esses índices, incentivando que as pessoas manifestem em vida o desejo de serem doadoras, facilitando a decisão dos parentes em momentos críticos.
A legislação brasileira exige o consentimento formal de familiares para a retirada de órgãos, independentemente da vontade expressa do falecido. Por isso, especialistas reforçam que o diálogo aberto no ambiente doméstico é o passo mais importante para garantir que o sistema de saúde possa realizar os transplantes e salvar novas vidas em Minas Gerais e no país.
Com informações de G1 Minas Gerais.


