Relatório do USDA impulsiona preços de milho e trigo no mercado agrícola

O mercado agrícola global opera em ajuste nesta quinta-feira após a divulgação do relatório Wasde, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os dados trouxeram uma redução inesperada na produtividade do milho norte-americano, agora estimada em 180,7 bushels por acre, o que gerou sustentação imediata para os preços internacionais da commodity. No Brasil, o reflexo é acompanhado de perto por produtores do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, que dependem dessas oscilações para definir estratégias de comercialização.
A soja, por outro lado, enfrenta um cenário de maior cautela. Embora a produtividade nos EUA tenha sofrido um leve ajuste negativo, o aumento da área plantada projeta uma safra robusta de 123 milhões de toneladas. Em Chicago, os contratos futuros operam com leves recuos, forçando o produtor brasileiro a observar variáveis internas como o câmbio e os prêmios nos portos para garantir rentabilidade em meio à oferta elevada.
No cenário nacional, as projeções do IBGE apontam para um recorde na safra brasileira de 2026, com estimativa de 353 milhões de toneladas de grãos. O destaque positivo fica para a soja, que deve crescer 5,3%. Já o trigo acende um sinal de alerta, com previsão de queda de 18,6% na produção devido a riscos climáticos e redução de área, o que pode encarecer derivados como pães e massas nos próximos meses.
Para a pecuária, o mercado do boi gordo demonstra estabilidade no físico, com a arroba negociada em Minas Gerais na casa dos R$ 349,71. O setor monitora as escalas de abate dos frigoríficos e o ritmo das exportações para manter o suporte nos preços futuros. Com informações de Regionalzão.



