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Prefeitura de Uberlândia defende legalidade de obra em acesso ao Anel Viário Sul

·há 57 min·Uberlândia, MG
Prefeitura de Uberlândia defende legalidade de obra em acesso ao Anel Viário Sul
Prefeitura de Uberlândia defende legalidade de obra em acesso ao Anel Viário Sul

A Prefeitura de Uberlândia manifestou-se oficialmente sobre a polêmica envolvendo as obras no cruzamento da Avenida Serra da Bodoquena com o Anel Viário Sul. Segundo a administração municipal, o projeto executado pela loteadora GSP conta com a aprovação técnica do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) e foi devidamente homologado por meio de um acordo judicial. O Município esclareceu que a ação judicial foi movida pela própria prefeitura para garantir que a empresa cumprisse suas obrigações de infraestrutura.

A manifestação surge como resposta a questionamentos do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que investiga a substituição do trevo originalmente previsto no projeto dos loteamentos GSP Life 1 e 2 por uma intervenção de menor porte. O promotor Daniel Marotta Martinez solicitou documentos que comprovem a fundamentação técnica e jurídica para a mudança, questionando se a nova solução é equivalente à obrigação original e quais foram os critérios de vantajosidade para o interesse público na celebração do acordo.

Um dos pontos centrais da apuração é a validade de um ofício do DER-MG utilizado nas negociações. O Ministério Público aponta que o documento apresentado em audiência não deixaria clara a autorização específica para a substituição da obra. Em resposta, a prefeitura sustenta que, por se tratar de uma área sob jurisdição estadual, o aval do órgão mineiro é o critério técnico soberano para a realização das intervenções viárias na localidade.

O conflito atingiu um estágio crítico nesta semana, quando o MPMG, via Procon-MG, determinou a interdição cautelar das obras e a suspensão da venda de novos lotes nos empreendimentos envolvidos. A medida visa impedir que a obra considerada insuficiente seja concluída antes do esclarecimento total dos fatos. As empresas e a prefeitura ainda podem recorrer da decisão administrativa enquanto o processo segue em tramitação. Com informações de Regionalzão.