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MPT detecta perda auditiva em 480 trabalhadores de frigorífico em Uberlândia

·há 58 min·Uberlândia, MG
MPT detecta perda auditiva em 480 trabalhadores de frigorífico em Uberlândia
MPT detecta perda auditiva em 480 trabalhadores de frigorífico em Uberlândia

Uma fiscalização realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em um frigorífico do Grupo MBRF, em Uberlândia, revelou um cenário preocupante para a saúde dos colaboradores. A operação, conduzida entre os dias 10 e 14 de agosto, identificou que 480 trabalhadores apresentam perda auditiva induzida pelo ruído excessivo no ambiente laboral. A equipe técnica constatou que quase 1.500 funcionários atuavam expostos a níveis sonoros iguais ou superiores a 92 decibéis, ultrapassando os limites recomendados de segurança.

A situação mais alarmante foi registrada no setor de depenagem, onde a intensidade sonora atingiu 100 decibéis. A força-tarefa do MPT também chamou a atenção para a presença de 16 gestantes trabalhando sob essas condições de pressão sonora elevada. De acordo com o órgão, a exposição contínua a esses níveis de ruído não apenas acelera o adoecimento ocupacional, como também pode gerar impactos negativos diretos durante o período de gestação das colaboradoras.

Diante da gravidade dos fatos, o Projeto Nacional de Adequação das Condições de Trabalho em Frigoríficos propôs à empresa a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC). O documento estabelece prazos rigorosos e medidas corretivas para que a unidade de Uberlândia regularize sua situação, garantindo a proteção física e auditiva de seu quadro de funcionários. O MPT alerta ainda que a subnotificação de doenças ocupacionais é um desafio que pode esconder dados ainda mais expressivos em todo o território nacional.

Em nota oficial, o Grupo MBRF informou que mantém o compromisso com o cumprimento da legislação vigente e com o bem-estar de seus colaboradores. A companhia declarou que investe na melhoria contínua de seus processos internos e ressaltou que já está implementando todas as medidas pactuadas no acordo firmado com o Ministério Público do Trabalho para sanar as irregularidades apontadas no relatório. Com informações de Regionalzão.