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Morte de psicóloga após espera por UTI gera críticas ao novo sistema de regulação de Minas

·há 1h
Morte de psicóloga após espera por UTI gera críticas ao novo sistema de regulação de Minas
Morte de psicóloga após espera por UTI gera críticas ao novo sistema de regulação de Minas

A morte da psicóloga Rebeca Cardoso Tenente Molina, de 32 anos, trouxe à tona questionamentos sobre a eficiência do Core-MG, o novo sistema de regulação de leitos do Estado. A paciente faleceu após aguardar cinco dias por uma vaga de UTI, sendo transferida de São João Nepomuceno para um hospital a 300 quilômetros de distância, no Centro-Oeste mineiro. A família contesta a pontuação de gravidade atribuída pela plataforma e a demora na transferência.

O novo sistema Core-MG, que utiliza inteligência artificial para classificar prioridades, substituiu o antigo SUS Fácil em maio deste ano e centraliza as operações em Belo Horizonte. No caso de Rebeca, familiares alegam que a gravidade clínica real não foi refletida pela pontuação do software, o que teria atrasado a obtenção do leito necessário. A paciente apresentou um quadro de choque séptico e suspeita de botulismo, vindo a óbito poucas horas após o transporte aéreo.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) defendeu a ferramenta, afirmando que a busca por leitos ocorre com base na necessidade clínica e disponibilidade, não apenas por proximidade geográfica. Segundo a pasta, o sistema mantém a avaliação por médicos reguladores e visa dar transparência e agilidade ao processo. O caso serve de alerta para moradores do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, que agora dependem da mesma logística centralizada para internações de urgência.

Com informações de G1 Minas Gerais.