Lula perde 1,7 milhão de votos no Sudeste; Flávio Bolsonaro lidera e vai ao segundo turno

Os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 consolidaram um novo cenário político nos principais colégios eleitorais do país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou uma queda de 1,7 milhão de votos no agrupamento dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, na comparação direta com seu desempenho no primeiro turno de 2022. Em contrapartida, o senador Flávio Bolsonaro (PL) demonstrou crescimento, superando em 1,3 milhão a votação obtida por seu pai, Jair Bolsonaro, na eleição anterior nessas mesmas regiões.
Minas Gerais, estado historicamente decisivo e termômetro das eleições nacionais, compõe o bloco do Sudeste que concentra mais de 40% do eleitorado brasileiro. A mudança no comportamento do eleitor mineiro e dos estados vizinhos foi fundamental para a vantagem obtida pelo candidato do PL neste pleito. Em 2022, Lula havia liderado a votação nesses três estados, cenário que se inverteu na apuração deste domingo.
Com a apuração oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atingindo a marca de 96,78% das urnas, o cenário de segundo turno foi confirmado. Flávio Bolsonaro encerrou a contagem preliminar com 47,39% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 44,74%. Esta diferença de aproximadamente 2,4 milhões de votos representa a menor margem registrada entre dois candidatos em um primeiro turno desde a redemocratização do Brasil.
O mapa eleitoral mostra que Flávio Bolsonaro liderou no Distrito Federal e em 14 estados, incluindo todos das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, áreas de forte influência econômica no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Lula, por sua vez, manteve a liderança em 12 estados, concentrados majoritariamente nas regiões Nordeste e Norte do país.
Os eleitores agora se preparam para o segundo turno, que ocorrerá no dia 25 de outubro. As próximas três semanas devem ser marcadas por intensa mobilização política, especialmente em Minas Gerais, onde a disputa por cada voto costuma definir o rumo da sucessão presidencial. Com informações de G1 Minas Gerais.



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