Gestão técnica na saúde é a única saída para evitar colapso nos municípios de Minas

A indicação de cargos políticos sem qualificação técnica para gerir secretarias municipais de Saúde é o principal fator de crise no sistema público mineiro. O alerta foi feito por Sandra Barbosa, gestora com vasta experiência no SUS e atual secretária em Santa Vitória, durante o evento Mega Brasil, realizado em Uberlândia. Segundo a especialista, o loteamento de pastas como forma de retribuição eleitoral compromete a eficiência dos serviços e impede que os recursos cheguem de forma adequada à população.
Barbosa revelou que a situação financeira das prefeituras é crítica, especialmente no período pós-pandemia. Enquanto a lei exige um investimento mínimo de 15% em saúde, a maioria dos municípios do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba já destina entre 23% e 30% de suas receitas próprias para manter os atendimentos básicos. Esse desequilíbrio fiscal coloca os gestores municipais em um desafio diário para equilibrar as contas e garantir a assistência.
Outro ponto de atenção destacado é o aumento explosivo na demanda por saúde mental e atendimento a pacientes neurodivergentes. Para Sandra, a ausência de políticas públicas federais unificadas e protocolos nacionais sobrecarrega as cidades, que acabam improvisando soluções. A atuação técnica, no entanto, tem mostrado resultados, como a viabilização de novas Unidades Básicas de Saúde (UBS) em Ituiutaba, consolidada por meio de parcerias estratégicas com o Estado de Minas Gerais.
Com informações de Regionalzão.


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