Política

Deputada de Uberlândia propõe lei federal para proibir publicidade de bets no Brasil

·há 1h·Uberlândia, MG
Deputada de Uberlândia propõe lei federal para proibir publicidade de bets no Brasil
Deputada de Uberlândia propõe lei federal para proibir publicidade de bets no Brasil

A deputada federal mineira Dandara (PT) protocolou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 2989/2024, que visa proibir qualquer tipo de publicidade de apostas de quota fixa, as chamadas bets, em território nacional. A proposta surge como uma medida para enfrentar o endividamento das famílias e os prejuízos à saúde mental causados pelo vício em jogos online. O texto prevê o veto de anúncios em rádio, TV, internet e mídia impressa.

Além dos veículos de comunicação tradicionais, o projeto de lei estende a proibição para influenciadores digitais, parcerias de patrocínio esportivo e naming rights de competições. De acordo com a parlamentar, a forma agressiva com que as apostas são promovidas transformou os jogos de azar em um hábito de consumo de massa, afetando de forma severa a juventude brasileira, que é constantemente exposta a promessas de lucros rápidos.

A motivação para a urgência do projeto teve como base um trágico caso ocorrido em Uberlândia. A deputada citou o exemplo da professora Vânia de Souza Borges, que perdeu o filho para a dependência em apostas digitais. Para a parlamentar, o caso ilustra que o setor de apostas não é apenas entretenimento inofensivo, mas um modelo de negócio que pode lucrar sobre o sofrimento social e a vulnerabilidade econômica de milhares de lares.

É importante ressaltar que a proposta legislativa não visa proibir a operação das casas de apostas autorizadas, mas sim impor restrições rigorosas à sua promoção comercial. A lógica aplicada assemelha-se às regras já vigentes para produtos como tabaco e álcool, buscando proteger a economia doméstica e a saúde pública de forma regulatória. O projeto agora segue para as comissões da Câmara, onde será debatido sob forte clamor popular por proteção financeira aos consumidores. Com informações de Regionalzão.