Aeroportos de Minas Gerais registram queda de movimento no primeiro semestre

O setor aéreo em Minas Gerais enfrenta um cenário de retração nos primeiros meses de 2024. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) revelam que os dez principais aeroportos do estado transportaram cerca de 759 mil passageiros entre janeiro e maio, o que representa uma queda de aproximadamente 2,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Especialistas apontam que o principal fator para a redução no fluxo de passageiros é a escalada nos preços do querosene de aviação (QAV). O aumento nos custos operacionais das companhias aéreas tem impactado diretamente o valor das passagens e a disponibilidade de voos na malha regional, afetando cidades de médio porte que dependem dessas conexões para o desenvolvimento econômico.
No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, terminais importantes como os de Uberlândia e Uberaba monitoram o cenário com cautela. A redução é sentida de forma mais severa em aeroportos que historicamente apresentavam volumes relevantes de operações, mas que agora lidam com o ajuste das malhas aéreas pelas empresas operadoras.
Enquanto o movimento geral cai, outras regiões do estado buscam alternativas para atrair novos investimentos e ocupar espaços ociosos em seus terminais. O debate sobre a viabilidade econômica do transporte aéreo regional ganha força entre lideranças empresariais e órgãos de aviação, focando em parcerias para reverter o quadro de queda.
Com informações de Regionalzão.



